ENERGIA EXTRA
Sistemas e infraestrutura

White Cliffs Solar Power Station: concentradores, vapor e fotovoltaica

A White Cliffs Solar Power Station usava 14 concentradores parabólicos de cinco metros, uma máquina a vapor, gerador, controles e armazenamento para fornecer eletricidade a uma localidade isolada da rede.

Quatorze concentradores em duas fileiras

O conjunto preserva 14 pratos parabólicos , cada um com aproximadamente cinco metros de diâmetro. Eles são formados por estrutura de aço e fibra de vidro revestida por mais de dois mil pequenos espelhos de vidro prateado.

Os pratos foram dispostos em duas fileiras de sete e organizados em leque, voltados para o norte, para reduzir o sombreamento entre unidades.


Do calor solar à geração

Os concentradores direcionavam a radiação para receptores e alimentavam um sistema térmico. Um galpão metálico ainda conserva a máquina a vapor, o gerador, tubulações térmicas, controles e computadores originais .

Esse arranjo faz da estação um exemplo de geração solar por concentração, e não apenas de painéis fotovoltaicos.

Armazenamento e equipamentos de controle

No interior também permanecem carcaças de baterias e elementos associados ao controle. A instalação foi criada para uma localidade que, no início da década de 1980, não estava ligada a uma grande rede elétrica.


Conversão posterior para sistema fotovoltaico

Em 1997, a estação foi modificada para operação fotovoltaica. Nove reservatórios de água do sistema posterior permanecem na área.

A transformação registra a evolução da tecnologia solar no próprio sítio: primeiro um conjunto de concentradores que produzia calor para uma máquina, depois uma solução fotovoltaica.

Um campo solar preservado

Mesmo fora de uso ativo, os pratos, o galpão e os equipamentos mantêm a organização original suficientemente clara para mostrar como a estação funcionava. É um raro caso em que o sistema de concentração, geração e controle permanece reunido no mesmo local.

Um projeto experimental para uma localidade fora da rede

Quando o sistema foi construído, White Cliffs não estava ligado à rede elétrica e dependia de geradores particulares. O projeto desenvolvido pela Australian National University buscava demonstrar se a energia solar poderia fornecer eletricidade comercial em localidades remotas.

A instalação entrou em operação no início da década de 1980 como a primeira central solar desse tipo no país.

Quatorze concentradores de cinco metros

O sistema original possuía 14 concentradores parabólicos , organizados em duas fileiras de sete. Cada prato media cerca de cinco metros de diâmetro e acompanhava o movimento do sol.

Cada superfície era composta por milhares de pequenos espelhos de vidro prateado. A forma parabólica concentrava a radiação em um absorvedor localizado no ponto focal.


Do calor solar ao vapor

No sistema de 1981, o absorvedor aquecia água para produzir vapor. O vapor era conduzido até uma instalação central e acionava uma máquina alternativa ligada a um gerador.

A potência elétrica chegava a aproximadamente 25 kW . Parte da energia era armazenada em baterias para uso noturno, e um gerador a diesel fornecia reserva durante períodos prolongados de baixa radiação.

Quem recebia a energia

A eletricidade em baixa tensão atendia o hospital, a escola, o correio e doze residências. A escala pequena era compatível com o objetivo de demonstrar a tecnologia em uma comunidade isolada.

Consumo dos próprios equipamentos

O caráter experimental revelou limitações. A ficha relata que equipamentos auxiliares podiam consumir parcela muito grande da eletricidade gerada e, em determinadas condições, esse consumo chegava a superar a produção disponível.

A experiência ajudou a demonstrar que sistemas maiores poderiam diluir melhor esse consumo interno.


A conversão fotovoltaica de 1997

Em 1997, a instalação foi convertida pela Solar Systems. Os pratos receberam novos painéis refletivos e os antigos absorvedores térmicos foram substituídos por conjuntos de 16 células fotovoltaicas no foco.

A água continuou circulando na região focal, mas agora para resfriar as células e manter sua eficiência, e não para produzir vapor.

Novo controle e conexão à rede

Um novo sistema de software melhorou o rastreamento solar e permitiu controle e acompanhamento local ou remoto. White Cliffs também passou a estar conectada à rede, eliminando a necessidade das antigas baterias e do gerador de reserva para a função original.

No último ano completo de operação, a ficha registra geração de 35.412 kWh.

Operação até 2005

A conversão de 1997 deveria funcionar por apenas dois anos, mas a estação permaneceu em operação até 2005 com apoio local. Os pratos relativamente pequenos acabaram se tornando uma limitação diante de projetos posteriores de maior escala.

Permanecem no local componentes dos dois períodos: equipamentos térmicos, tubulações e invólucros de baterias do sistema original, além dos elementos fotovoltaicos instalados na segunda fase.


Quando o sistema foi construído, White Cliffs não estava ligado à rede elétrica e dependia de geradores particulares. O projeto desenvolvido pela Australian National University buscava demonstrar se a energia solar poderia fornecer eletricidade comercial em localidades remotas.

A instalação entrou em operação no início da década de 1980 como a primeira central solar desse tipo no país.

O sistema original possuía 14 concentradores parabólicos, organizados em duas fileiras de sete. Cada prato media cerca de cinco metros de diâmetro e acompanhava o movimento do sol.

Cada superfície era composta por milhares de pequenos espelhos de vidro prateado. A forma parabólica concentrava a radiação em um absorvedor localizado no ponto focal.


No sistema de 1981, o absorvedor aquecia água para produzir vapor. O vapor era conduzido até uma instalação central e acionava uma máquina alternativa ligada a um gerador.

A potência elétrica chegava a aproximadamente 25 kW. Parte da energia era armazenada em baterias para uso noturno, e um gerador a diesel fornecia reserva durante períodos prolongados de baixa radiação.

A eletricidade em baixa tensão atendia o hospital, a escola, o correio e doze residências. A escala pequena era compatível com o objetivo de demonstrar a tecnologia em uma comunidade isolada.

O caráter experimental revelou limitações. A ficha relata que equipamentos auxiliares podiam consumir parcela muito grande da eletricidade gerada e, em determinadas condições, esse consumo chegava a superar a produção disponível.

A experiência ajudou a demonstrar que sistemas maiores poderiam diluir melhor esse consumo interno.


Em 1997, a instalação foi convertida pela Solar Systems. Os pratos receberam novos painéis refletivos e os antigos absorvedores térmicos foram substituídos por conjuntos de 16 células fotovoltaicas no foco.

A água continuou circulando na região focal, mas agora para resfriar as células e manter sua eficiência, e não para produzir vapor.

Um novo sistema de software melhorou o rastreamento solar e permitiu controle e acompanhamento local ou remoto. White Cliffs também passou a estar conectada à rede, eliminando a necessidade das antigas baterias e do gerador de reserva para a função original.

No último ano completo de operação, a ficha registra geração de 35.412 kWh.

A conversão de 1997 deveria funcionar por apenas dois anos, mas a estação permaneceu em operação até 2005 com apoio local. Os pratos relativamente pequenos acabaram se tornando uma limitação diante de projetos posteriores de maior escala.

Permanecem no local componentes dos dois períodos: equipamentos térmicos, tubulações e invólucros de baterias do sistema original, além dos elementos fotovoltaicos instalados na segunda fase.